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A Inclusão da borboleta

Ao me sentar para escrever sobre inclusão fiquei a pensar que muito se lê, muito se fala, vários estudos são realizados e divulgados, mas algo ainda me incomoda, porque sempre que leio sobre esse tema, quero saber mais, uma vez que me instiga, me impulsiona...


Sim, são tantas teorias e práticas bem-sucedidas, além de novos estudos, mas que atendem a um grupo dentro do seu contexto, de sua realidade... e me pergunto se tudo que leio, se encaixa na minha vivência. Como aplicar essas práticas? Como posso fazer?


A dica é: observar, analisar e tentar sempre, nada é pronto, fechado, acabado, principalmente o ser humano, que está sempre se construindo para reconstruir. Nos transformamos a cada dia e isso nos leva a ver cada um como único em sua essência.


Então, falar sobre inclusão é olhar o indivíduo, respeitando suas especificidades, não pensando que se trata de mais um e, sim, de que se trata de todos nós. As diferenças nos unem e modificam nossas relações como pessoas.


Um dia, ao ler alguns contos, gostei especificamente de um, por contar sobre uma borboleta que nasceu com apenas uma asa do lado direito, e que era triste por não poder voar e ver as flores do alto, das quais tanto gostava. Mas ela não desistiu: como não podia voar, começou a andar e se acostumar em ver as coisas de outro aspecto; não do alto, voando, mas de baixo. Em uma de suas caminhadas encontrou uma outra borboleta com apenas uma asa do lado esquerdo, logo se identificaram e perceberam que gostavam das mesmas coisas, entre elas as flores e foram caminhar juntas em busca delas. Mas eis que surge um sapo enorme e, com medo, deram as mãos para fugirem e começaram a bater as asas juntas, voando, voando... Com isso, perceberam que se fizessem juntas o movimento com as asas poderiam voar e ver as flores que tanto gostavam.


Inclusão é assim: juntos aprendemos a voar, mesmo sem asas completas. Não vamos colar asas, remendá-las, costurá-las, mas conversar sabendo que, mesmo sem asa, a borboleta não perde sua beleza.


Eu...curiosa e estudiosa, uso sempre meus óculos coloridos para não perder a beleza da vida com rótulos, buscando sempre o que é belo em cada ser.


Regina Coeli é pedagoga, professora universitária e uma eterna curiosa nos assuntos que dizem respeito à Educação Inclusiva.

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Volta Redonda, RJ, Brasil

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