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Mrs. Woolf

"[O mundo] naturalmente não irá pagar por aquilo que não quer" - A room of one's own

Em 25 de janeiro de 1882 nasceu Adeline Virginia Stephen, no distrito de Kensington, condado de Middlesex. A britânica foi escritora, ensaísta e editora, muito conhecida como uma das figuras mais proeminentes do modernismo.

Estreou-se na literatura em 1915 e desempenhou significativo papel na sociedade literária de Londres, especialmente por ter sido membro do grupo de intelectuais denominado de Grupo de Bloomsbury.

Em sua lista de obras, romances, antologias de contos, biografias, ensaios, teatro, traduções, diários, cartas, prefácios. Em "Três Guinéus" (1938) denunciou o fascismo demonstrando sua total repulsa. Neste mesmo livro e em "Um quarto todo seu" (1929), deixa bem clara a dificuldade que escritoras e mulheres intelectuais enfrentam (muitas até hoje) pelo fato dos homens deterem desproporcionalmente o poder econômico. Traz à lume, também, o futuro das mulheres na educação e na sociedade. Vale a leitura, ainda nesse tema, do pequeno e bem significativo, "Profissões para mulheres e outros artigos feministas".

Casada com Leonard Woolf, adotou seu sobrenome, com o qual passou a ser conhecida como senhora Virginia Woolf. Leonard forneceu-lhe a atmosfera que ela requeria para viver e escrever, isolando-os do grande centro londrino, até pela estreita relação de sua esposa com a depressão.

Segundo alguns estudiosos, Virginia teria sérios problemas psiquiátricos, A verdade é que alguns biógrafos se dividem a respeito do casamento dos Woolf: há quem indique que Leonard teria piorado a saúde debilitada de sua esposa pelo tratamento que a dera, possibilitando o isolamento do burburinho londrino (Irene Coates em "Who's afraid of Leonard Woolf: a case for the sanity of Virginia Woolf") e há quem relate o contrário: que o marido teria dado todo o suporte do qual Virginia necessitava, apontando seus diários como elementos esclarecedores de tal apoio. (Victoria Glendinning em "Leonard Woolf: a biography")

Voltando à infância e juventude de Virginia, psicanalistas e biógrafos relatam que seus meio-irmãos, Gerald e George Duckworth, ambos do primeiro de sua mãe, a teriam tocado de forma imoral, o que possivelmente teria lhe causado o que hoje é chamado de transtorno bipolar (à época, doença maníaco depressiva).

Sem frequentar a escola, Virginia foi educada por professores particulares e, por vezes, por seu pai. Com vasta biblioteca em sua casa e impressionada com o grandioso trabalho de editor de seu pai (com o Dictionary of National Biography), decerto que seria a expressiva escritora a qual se tornou.

Virginia Woolf é escritora para ser lida hoje e por muito mais, por ser mulher do seu tempo e de décadas a frente. Pena ter interrompido sua trajetória, deixando-nos órfãos de suas letras, cometendo suicídio.

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Volta Redonda, RJ, Brasil

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