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Um especial não muito especial



Na última coluna falamos sobre endividamento, mas um dos maiores “vilões” da vida financeira é o cheque especial e, por isso, ele é o tema de nosso post de hoje.


No dia 06 de janeiro / 2020 começaram a valer as novas regras do cheque especial. Segundo resolução do Banco Central, as instituições financeiras só poderão oferecer essa modalidade de crédito com juros mensais de até 8% ao mês. Em contrapartida a essa queda, agora os bancos podem cobrar uma tarifa para disponibilizar a modalidade na conta do cliente.


Os novos contratos já pagam essa tarifa, mas para quem já tem essa modalidade, a mudança nas regras passará a valer a partir de 1.º de junho. Agora, os bancos podem cobrar uma taxa de até 0,25% por mês sobre o valor disponibilizado do limite acima de 500 reais. Vale ressaltar que mesmo sem utilizar, o cliente paga essa taxa. Se o limite for até 500 reais, ele é isento da cobrança.


Os clientes com limite superior a 500 reais e que não querem ser taxados precisam contatar seus bancos para checar se haverá isenção ou pedir a redução do valor do crédito disponível. Mas tem algo muito importante que devemos nos lembrar sempre. Cheque especial não é complemento do salário! Cheque especial é apenas um crédito emergencial, não é indicado de outra forma.


Se você está “enrolado” na bola de neve que essa modalidade causa, acalme-se e solicite o parcelamento do saldo devedor. Não se deixe levar pela facilidade na utilização! Fique atento! Seu dinheiro vale muito!


Ficou com alguma dúvida, deixa aqui nos comentários que vou te ajudar!


Paloma de Lavor Lopes é economista pelo IBMEC-RJ, mestre em Economia pela UERJ e professora universitária.


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Volta Redonda, RJ, Brasil

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